terça-feira, 25 de janeiro de 2011

072º 20/06/2006

Calado afanado soldado
Estarei sempre em sentinela
Sempre numa longa espera
De ver de perto o conflito

Meu grito ecoou novamente
De perto carrego o sentimento
Por ter ferido meu eu

Já é tarde a cabeça dói
Não toda a cabeça um lado
Principalmente a fonte

Sem sono me engano
Tremo em escrever
Alguma coisa
Que nem sei o que

Tudo que faço me oprime
Tento pensar que não é real
Mudo posições para disfarçar
Passar para frente o natural

Antes tinha preocupação
Hoje veio a aflição
Carrego o desgosto no coração
Um algo de não suportar

Tentei dormir
Não consegui
Escrevo agora
Assuntos do meu mundo
Que andava lá fora

Já é madrugada
Vejo agora
Os latidos dos cachorros
Que assustados choram
Assim como eu
Minha dor de cabeça piora

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